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Notícias ou textos sobre a cidade.

5 links elementares: bikes

Em tempos em que a nossa cidade é eleita a cidade com trânsito mais lento do país, é preciso matéria no jornal para confirmar o que já sentimos no dia a dia. Cidades, que já estão com vias esgotadas,  sofrem por planejamento urbano que peca por menosprezar um correto investimento em transporte público.

O uso da bicicleta como transporte diário não é de hoje. Alguns acham que é moda, que dar lugar para ciclovias é um absurdo, fechar o centro da cidade para carros é utopia. Na verdade, a bike se mostra um meio de se locomover sustentável, mais econômico e muitas vezes mais rápido do que carro ou ônibus.

Algumas cidades resolveram buscar alternativas para melhorar o caos do transporte urbano e viver uma vida mais saudável.

01 - Milão - Itália

1. 7 cidades pelo mundo que aceitaram o desafio de se livrar dos carros.

02 - Lisboa

2. Uma proposta de rede de ciclovias planas para Lisboa.

03 - Hvar - Croácia

3. Já que não dá pra andar bem por aqui, vamos por lá.

04 - cidades brasileiras

4. Cidades brasileiras que mostram que é possível.

05 - ameciclo

5. Pra ficar de olho no movimento de transformações das cidades, através da bicicleta.

O Homem Carro

 

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Eduardo tinha um sonho. Comprar um carro! Podia ser qualquer um. Ele só não queria mais andar de ônibus e metrô. Sentia-se mal dividindo o mesmo espaço com pessoas, segundo ele, mal educadas, mal encaradas, fedorentas e que ouviam músicas ruins no celular sem fone de ouvido. Um dia ele conseguiu. Juntou as economias e comprou um seminovo qualquer. Eduardo passou a ir para todos os cantos com seu carro. Para o trabalho, academia, padaria, locadora. Viraram inseparáveis. O zelo de Eduardo era tamanho que, com o passar do tempo, ele passou a proibir as pessoas de entrarem no carro. Começou com os amigos, passou pela namorada e culminou com o dia em que ele socorreu sua mãe acidentada, de táxi porque não queria sujar o banco do carro com sangue. A partir desse ocorrido, todos começaram a perceber como Eduardo estava mudado desde a aquisição do carro. Os pais começaram a perceber que ele não dormia no seu quarto algumas noites, mas o carro não saía da garagem. Passaram semanas desconfiando onde ele estava passando essas noites até que descobriram que ele estava dormindo dentro do carro. No começo era 1 ou 2 noites por semana, mas chegou ao ponto de Eduardo não encostar mais em sua cama e passar a dormir todas as noites no carro. Até o dia que sua namorada, não aguentando mais dormir no banco de trás, colocou Eduardo contra a parede, ou contra o banco, pra ser mais preciso: “O carro ou eu!”. Foi aí que o amor prevaleceu. Ela parecia não acreditar, mas Eduardo ficou com o carro! Ela saiu cabisbaixa, com o cd player que havia dado no dia dos namorados na mão. Mal conseguiu ouvir a buzina de Eduardo pedindo para ela fechar a garagem. Quando se viu sem namorada, mas com o carro, Eduardo percebeu o que ele precisava pra ser feliz. E não teve dúvidas! Ligou para o chefe se demitindo, pegou as roupas no armário e decidiu não mais sair do carro. Nunca mais! Ali era o paraíso dele! Tantas pessoas viajam a vida toda a procura de paraísos e o dele estava ali na garagem, totalmente ao seu alcance. No começo os pais, os amigos de pelada e até o próprio chefe achavam que era brincadeira. Mas Eduardo levou a sério. Saía pela manhã, rodava a cidade inteira, enfrentando todos os trânsitos, mas com um sorriso impassível e eterno. Com os vidros fechados, ele ignorava o mundo ao seu redor. O calor, o barulho, a poeira, tudo era indiferente a Eduardo. Estava no paraíso ambulante dele! As refeições eram feitas em drive-thrus, os banhos com lenços umedecidos trazidos pelos pais, as necessidades eram feitas em recipientes ou penicos coletados, no fim do dia, pela empregada da casa dos pais. Eduardo só enfrentava algum tipo de problema quando decidia ir para lugares públicos com seu carro, como parques, praias, shoppings. Ele não se contentava em ficar nos estacionamentos. Em uma ocasião, quando cruzou por dentro de um shopping para encurtar caminho, causou pânico e correria na maioria das pessoas presentes. Mas já era possível perceber que algumas pessoas olharam aquele acontecimento com certa admiração e inveja. A partir desse ocorrido, Eduardo passou a ser conhecido na cidade como o Homem-Carro. Televisões, jornais, sites foram atrás da família dele em busca de informações sobre aquele cara diferente. Eduardo continuou sua saga sem ser afetado pelo reconhecimento que estava tendo nas ruas. Por onde ele passava havia pessoas buzinando, acenando e comemorando a chance de ver de perto o Homem-Carro. A movimentação foi tão grande que já se via lojas em shoppings e camelôs vendendo camisas com a estampa do Homem-Carro. Eduardo não percebia o que estava acontecendo porque estava sempre muito concentrado e envolvido com seu carro. Certa vez, atravessou a pista do aeroporto, de ponta a ponta, desviando de grandes aviões, felizmente sem provocar acidente. Este feito foi capa de todos os jornais da cidade e contribuiu para o, cada vez mais crescente, endeusamento do Homem-Carro. Todos ficavam esperando, e apostando, qual seria a sua nova façanha. Mas ele superava todas as expectativas. Hospitais, fóruns, boliches, igrejas, teatros, cinemas. Não havia lugares que o Homem-Carro não houvesse atravessado. Com o passar do tempo, e a crescente admiração que todos nutriam, começaram a surgir alguns seguidores de Eduardo. Cada vez mais pessoas, largavam suas vidas e começavam a viver em seus carros. Uma espécie de “automobihippies”. O trânsito foi ficando ainda pior porque as regras foram feitas para pessoas que usavam carros, e não pessoas que eram carros. Em pouco tempo os automobihippies tomaram a cidade. O Homem-Carro estava esquecido, afinal não era mais uma excentricidade. Os equipamentos públicos passaram a considerar os carros e não mais as pessoas. Houve uma revolução arquitetônica na cidade. Praticamente todos os edifícios tiveram de ser demolidos para dar espaço a outros que pudessem abrigar os automobihippies. Os cinemas, teatros e auditórios aboliram as poltronas e criaram salas cada vez maiores. Os apartamentos passaram a ter muito mais espaço para carros e menos para salas de jantar, de estar ou cozinha. A praia foi aterrada para que os automobihippies pudessem desfrutar da vista pro mar. Todos os restaurantes demitiram os garçons, músicos e entregadores, fizeram grandes reformas e passaram a ser apenas drive-thru. As praças, parques e feiras viraram grandes avenidas. Todas as árvores foram dizimadas abrindo espaço para mais carros. Alguns bairros antigos, que datavam da fundação da cidade, foram totalmente demolidos para criar novas vias e vagas. A medida que os automobihippies se multiplicavam, as pessoas que não tinham condições de comprar um carro passaram a vender suas casas para poder adquirir seu carro. Outras muitas que não tinham bens para se desfazer, acabavam por se suicidar. No auge dessa transformação urbana e social, o prefeito decidiu mudar o nome da cidade para Autocity, assim em inglês mesmo pra ficar mais moderno. Além de criar novas secretarias, como as da Fiat, da Volks e Chevrolet, entre outras. Mas chegou um dia que o Homem-Carro, antes conhecido como Eduardo, decidiu sair do carro. Antes de sair, ele pegou o caminho da casa de seus pais para reencontrá-los. Chegando no endereço não havia mais casa. Apenas carros estacionados com pessoas dormindo dentro deles. Eduardo não conseguia identificar se alguma dessas pessoas era seu pai ou mãe. Tinha de sair do carro para ver. E saiu! Abriu a porta, pôs os pés na rua e levantou-se lentamente. Olhou em volta e não viu nenhuma casa de seus antigos vizinhos. Só carros! E cada carro com uma pessoa dentro. Ele andou, com certa dificuldade, sentou na pista e chorou. Ele não tinha a mínima ideia de que havia sido o precursor dessa forma de viver a cidade. Chorou por querer a cidade, como ele lembrava, de volta. Eduardo passou a perambular pela cidade, e cada bairro que via o martirizava ainda mais. Dias e dias andando ao léu, entre carros. Eduardo era o único pedestre da cidade. Até o dia que ele não aguentou mais. Em mais uma experiência de quase atropelamento, Eduardo dessa vez não desviou. Deixou-se chocar contra aquele carro. Deitado e ensanguentado na pista, com o sol a pino queimando todo o seu corpo, sozinho, sem uma pessoa pra lhe socorrer, Eduardo se deixou morrer. Ele não sabia, mas mais uma vez estava sendo vanguarda.

Duvida dessa história? Veja isso:

 Carros na areia é moda em praia do RS

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5 links elementares: por um ângulo diferente

Em arquitetura, e em outras tantas coisas, é imprescindível que vejamos sempre por ângulos diferentes para uma melhor compreensão. O post de hoje mostra alguns lugares que já estamos acostumados, mas por ângulos inéditos, além de mostrar uma galera que se dedica na busca por uma perspectiva diferente.

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1. Projeto reúne imagens de vários lugares do mundo vistas de cima para apreciar sua beleza.

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2. Imagens incríveis tiradas do alto de montanhas mostram o que poucos veem.

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3. Usando 6 câmeras GoPro em um suporte, criou-se uma perspectiva muito particular.

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4. Estamos acostumados a ver esses lugares mas não imaginamos o que está ao redor.

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5. Uma experiência de explorar lugares inusitados, com um quê de protesto.

MAIS VOCABULÁRIO URBANÍSTICO

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O caderno Cidades do Jornal do Commercio do último dia 11 de julho, trouxe uma matéria intitulada “Mais um passo para o sonhado Plano Diretor” destacando a iniciativa louvável da população do bairro de Casa Amarela, em Recife, para elaborar um Plano Diretor para o bairro. O objetivo é elaborar um plano, a partir de plenárias e oficinas públicas, e com isso levar o projeto de iniciativa popular para Câmara dos Vereadores.

A cada dia que se passa Recife vai se mostrando ainda mais vanguardista no quesito envolvimento popular em discussões urbanas. Grupos como o Casa Amarela Sustentável, Boa Vista Viva, Ocupe Estelita e Direitos Urbanos estão trazendo ao cidadão comum o debate sobre um tema de extrema importância e que estava adormecido.

O recifense comum, e por isso entenda como a pessoa que não trabalha com urbanismo, não tem qualquer proximidade com o tema citadino. A ausência de um vocabulário urbanístico acabou por criar uma população que só percebe a cidade através de sua própria experiência cotidiana e não em um contexto coletivo. Na própria matéria do JC, citada no início deste texto, dois moradores do bairro falam para a reportagem que esperam que com esta iniciativa. O primeiro torce para que se asfalte a rua para onde irá se mudar daqui a pouco tempo, enquanto a segunda, uma feirante do Mercado de Casa Amarela, espera que organize-se um estacionamento ao lado do mercado para aproximar os clientes.

A ideia não é discutir a opinião pessoal dos entrevistados. Mas sim, ilustrar como o recifense não está acostumado a pensar a cidade como um organismo coletivo. E a ausência deste costume foi criado, e continua sendo incentivado, pela inoperância do poder público em gerir nossa cidade. Há tantos problemas pequenos e próximos a cada cidadão, que ele se concentra em tentar resolver o que é mais visível e presente no seu cotidiano. E com isso deixa de ter uma visão macro do que acontece na cidade.

E essa incapacidade é compreensível a medida que a nossa cidade não apresenta, em seu cotidiano, qualidades urbanas que criem um bom repertório de soluções urbanísticas para seu cidadão. Não vemos na a cidade funcionar na prática. Uma pequena minoria busca um conhecimento teórico ou um curto conhecimento prático em alguma viagem.

E a cidade precisa ser discutida por todos. Precisamos ampliar o vocabulário urbanístico da população. Ensiná-la, e acostumá-la, a cobrar boas soluções e a enxergar a cidade como organismo coletivo, feita por todos e para todos.

Nós, arquitetos e urbanistas, temos uma parcela de responsabilidade maior nessa empreitada. Somos o lado técnico da força. Nós temos o dever, e a capacidade, de ampliar esse vocabulário urbanístico do cidadão comum através de nossos projetos. Ninguém pedirá algo que não sabe que existe. Nós temos de mostrar as inúmeras possibilidades saudáveis para a cidade e estimular a população a refletir entre elas.

Para sairmos desse epidemia de ignorância urbana precisamos contar com todos: urbanistas, grupos urbanos, entidades organizadas, grupos de comunicação e cidadão comum. Uma verdadeira força-tarefa. Torçamos para que esses grupos sejam amplificados e que contagiem cada vez mais cidadãos. Torçamos para que os arquitetos desenvolvam suas ideias para ampliar o conhecimento da população. E façamos a nossa parte.

5 links elementares: arte na cidade

O ElementarBlog vai sugerir, toda sexta-feira, 5 links que nos informam e inspiram. A pauta é livre. Veremos nesses links um pouco de tudo que compõe nossa forma de trabalho. Arquitetura, fotografia, artes plásticas, sustentabilidade, cinema, cidades, ilustrações, música, viagens, entre outras coisas.

Hoje indicaremos 5 links que trazem exemplos de arte urbana. Como a cidade pode ficar mais apreensível para seus cidadãos, criar pólos de interesse, ficar mais agradável, habitável e de fácil interação a partir de intervenções artísticas, muitas vezes até simples.

Divirtam-se!

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1. Uma ideia sensacional aproveitando o espaço do céu que existe entre edifícios.

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2. Ilustrações de vários edifícios de Nova York como preservação de uma memória visual afetiva.

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3. Objetos comuns do dia a dia aproveitados para compor obras de arte.

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4. Quantas vezes se pode demolir e construir uma estrutura antes de perder a sua identidade? Imagens de paisagens reconstruídas em cenários destruídos várias vezes.

05c5. Arte urbana que alegra as ruas.

 

O caso Estelita

Foto: Manoela Pires

Vista aérea do Cais José Estelita

A cidade do Recife está enfrentando uma discussão acalorada sobre seu planejamento urbano. E o objeto centro deste debate está sendo o Projeto Novo Recife, desenvolvido por um consórcio de construtoras, para o Cais José Estelita. A área em questão, um lote de mais de 10ha, se notabiliza por um forte caráter histórico, com edificações tombadas no interior do lote, além da proximidade com o Centro Histórico do Recife. A área ainda apresenta uma importância vital para a mobilidade metropolitana da cidade e, por último, um grande potencial paisagístico devido à proximidade com a frente do Rio Capibaribe, o mais importante da cidade.

Antes de começar a argumentação, é importante frisar o quanto nos deixa felizes pertencermos a uma cidade onde a população está brigando por uma cidade melhor. Onde os seus habitantes decidiram não esperar passivamente pelo poder público, porque este já demonstrou toda a sua insensibilidade e incompetência quanto a planejamento urbano nos últimos anos. A discussão popular de temas de interesses coletivos é um dos maiores indicadores do esclarecimento de uma população.

Nesta discussão especificamente, há dois lados: os que aprovam o Projeto Novo Recife e os que o condenam. No entanto, não há um antagonismo de quereres entre as partes. Ambos querem uma cidade melhor, e isso deveria nos unir. Acontece que uns defendem a cidade a partir de argumentos citadinos, coletivos e com elevada preocupação social, enquanto outros se amparam em argumentos de defesa à iniciativa privada, viabilidades econômicas e à legalidade.

Ora, uma coisa não está condicionada à recusa e inexistência da outra. Esta dicotomia não faz sentido e não é saudável para a cidade. O mundo está repleto de exemplos onde todas essas questões levantadas convivem harmoniosamente. O Recife tem se desenvolvido nos últimos anos com um desequilíbrio desses fatores que tem prejudicado, em ritmo acelerado, a vida de todos os seus habitantes. E isso independe de classe social ou bairro onde mora. É impensável que quem more em algum dos bairros que sofreram o “boom” do mercado imobiliário acredite que seu bairro melhorou.

Nos últimos anos, o recifense se acostumou a ficar parado no trânsito, a enfrentar alagamentos, andar em calçadas estreitas e degradadas, ruas mal iluminadas e repletas de muros, com o medo de ser assaltado, a degradação do patrimônio histórico, a precariedade do transporte público, entre outras dificuldades. Tudo isso está diretamente relacionado com o modo como nossa cidade se planeja e desenvolve.

O Projeto Novo Recife apresenta uma solução engessada, baseada no “time que tá ganhando não se mexe”, repetindo um produto que o mercado imobiliário implanta indiscriminadamente em toda a cidade. Não há uma reflexão urbana do empreendimento. A iniciativa privada está acostumada a construir assim e os arquitetos estão acostumados a não questionar as incorporadoras/construtoras. Mas eles não são os vilões. Uma empresa particular não tem a obrigação de pensar coletivamente. Esse comprometimento é do poder público. Ele tem de pensar a cidade de uma forma plural e ampla, balizando os interesses privados de acordo com o interesse coletivo. Recife está acostumada a este modelo de “desenvolvimento”, que envolve a iniciativa privada e o poder público, comprovadamente falho. Basta andar em nossa cidade para ver.

Então por que não pensar em um novo modelo? Por que não questionar, refletir e discutir uma nova forma de pensar a cidade? Vamos pensar fora da caixa, não é crime. As pessoas de ideias estagnadas acabam por discriminar quem está “cometendo o crime” de pensar algo novo. A discordância é natural, e até salutar, enquanto houver argumentos. O que não pode acontecer é a preguiça de pensar se contrapor a quem pensa!

E nesse contexto, o Projeto Novo Recife é a oportunidade de trazer a discussão do planejamento urbano à tona. O lote, por tudo que foi listado no início do texto, tem um protagonismo urbano que o transforma no melhor objeto de discussão dessa pauta. O tema é tão nobre que não interessa onde estávamos quando aconteceram outras aberrações aqui na cidade. Pouco importa. A verdade é que, a partir do nosso esclarecimento, estamos cobrando uma cidade melhor. E todos devem cobrar!

Para os que não se aprofundaram no tema, vale a reflexão. Converse com arquitetos e urbanistas, pesquise na internet como se desenvolvem outras cidades, leia outras mídias além dos medalhões, não se influencie com propaganda enganosa e nem se convença sem ponderação. Questione e busque esclarecimento. A cidade precisa que você reflita e diga o que espera dela. E depois de refletir, cobre! Nós já vimos que não adianta esperar que a nossa cidade caia do céu. Até porque antes de tocar o chão, ela precisa passar por cima de muita coisa.

Leitura complementar

http://goo.gl/VLJgMU Um breve resumo

http://goo.gl/sx6r3J Nada mais subdesenvolvido que o Novo Recife

http://www.novorecife.com.br/ A proposta do Consórcio

http://penserecife.tumblr.com/ Uma proposta alternativa